sexta-feira, agosto 23, 2013

MOON RIVER...

 
 
 
Saboreiem
as últimas noites de Agosto com a voz quente
de Diana Panton...
 
Até breve...
 
 
 


sábado, agosto 17, 2013

POSTAL DE FÉRIAS...


Somos inocência dos sentidos.
Carícia talvez em feminis corpos distendidos
Ou impossíveis dedos...

Ou o polissémico azul invertebrado
No dorso da onda a desmaiar
Em espuma breve...

Ou talvez ainda
O choro da criança a reclamar o seio
E o ubérrimo gesto de colhê-la...

Ou aquele velho sentado a remoer silêncios
Enxotando o moscardo e a salivar
Paladares perdidos...

Somos talvez planura de um tempo mítico -
Circulo fechado e nós no centro...

Ou talvez sejamos vertigem de sal e sol.
Apenas...

 

quinta-feira, agosto 08, 2013

Dave Brubeck - Take Five



Uns dias ausente de vosso convívio...
 Até breve...
 
Beijos e Abraços!

O Rosto Decadente do Capitalismo...

 


 
Em meados de Julho, no Estado de Michigan, (EUA), a cidade de Detroit foi declarada em bancarrota. Como se sabe, quando estão em jogo poderosos interesses económicos, a democracia fica na gaveta e, em consequência, foi nomeado um administrador da cidade, que dispensou naturalmente a realização de eleições.
 
Mandatado pelos bancos, com desembaraço, o expedito “administrador de emergência”, recrutado entre os quadros da Wall Street, apressou-se a declarar que, se a cidade, pretendia pagar a dívida de 20 mil milhões de dólares, não poderia continuar a ser pagas reformas e pensões, nem seguros de saúde.
 
Importa esclarecer que Detroit não é (era?) uma cidade qualquer. Esta metrópole foi considerada, após a 2ª Guerra Mundial, como “cidade motor dos EUA” e, em muitos aspectos, foi proclamado modelo do desenvolvimento capitalista.
 
Foi a quarta maior cidade norte americana, com quase dois milhões de habitantes, profundamente ligada à indústria automóvel, sede das doze empresas mais ricas do mundo, entre elas a General Motors e a Ford. Em 1960, com uma força de trabalho altamente qualificada de 300 mil postos de trabalho, a cidade gerava o maior rendimento per capita dos Estados Unidos.
 
Chegou agora aquilo que alguma imprensa norte americana designa pelo “truque da bancarrota”. Nada que o capitalismo não pratique em todo o Mundo. As “falências” constituíram sempre e continuam a ser, como os portugueses bem sabem, pretexto para ataque feroz aos direitos sociais e políticos dos trabalhadores, pensionistas e dos cidadãos em geral.
 
No caso da cidade de Detroit, os dois milhões de pessoas, que há poucos anos, constituíam a sua população, estão hoje reduzidos a 700 mil habitantes, mais de metade dos quais se encontram desempregados. A pobreza e a miséria grassam. Velhos e crianças são as maiores vítimas.
 
Como se sabe, com a crise capitalista declarada em 2008, o sistema financeiro norte-americano (e europeu) foi salvo com milhares de milhões de dólares de apoios e subsídios estatais, pagos naturalmente pelos contribuintes. Mas quando se trata da vida, do trabalho e do bem-estar dos cidadãos a “lógica” do sistema funciona de outra maneira. Os bancos credores lançam-se como abutres sobre o corpo exangue da cidade e sugam até a medula “os salvados” do naufrágio económico, de que são os responsáveis imediatos.
 
Com o colapso das receitas dos impostos e na falta de apoios do Orçamento Federal, tão pródigo para o sistema financeiro, o orçamento da cidade entrou em derrapagem; os obscuros contractos (entre os quais os célebres swaps) e as taxas de juro dos “produtos financeiros”, manipuladas ao sabor dos interesses dos bancos credores, estrangularam a pujante vida económica de outrora e tornaram impossível a vida naquela urbe.
 
Em muitos aspectos, a cidade de Detroit é descrita como uma cidade fantasma. Os cortes no orçamento da cidade, tem consequências inimagináveis nas despesas sociais: 60% das crianças em situação de extrema pobreza, redução a 40% da iluminação pública, esquadras de polícia encerradas, serviços de educação e saúde degradados.
 
Cerca de um terço da superfície urbana da cidade ocupada por prédios desabitados e em ruínas...
 
Como se compreende, a degradação da vida da cidade provoca e acelera a fuga da população para outras paragens, reduzindo a base material da recuperação económica e o volume das receitas fiscais e aprofundado assim a espiral depressiva para onde a cidade de Detroit foi lançada.
 
Entretanto, Wall Street e os gigantes financeiros, que integram os bancos credores (UBS, Banks of América, Merill Lynch, JP Morgan) sugam as entranhas da cidade...
 
Até obras de arte dos museus são leiloadas para saciar a gula vampiresca...
 
ver aqui
 
 
 

quarta-feira, agosto 07, 2013

SEARA NOVA Nº 1724 - VERÃO 2013

 
 
Encontra-se em distribuição o número de Verão da revista SEARA NOVA.
 
Do conjunto da publicação, permito-me destacar o dossier sobre a Europa,
que integra os excelentes artigos "Apontamentos sobre a União Europeia", de Carlos Pimenta, Professor Catedrático da Faculdade de Economia do Porto
 
e o artigo "Entre o Segundo Resgate e o Federalismo Europeu", de Viriato Soromenho Marques, Professor Catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa.
 
e
no dossier nacional
o artigo "As Portas da Cidade - para uma Filosofia Política da banalização da inconstitucionalidade",
de Paulo Ferreira da Cunha, Professor Catedrático da Faculdade de Direito do Porto.
 
De destacar ainda a homenagem do Conselho de Redação, a Herberto Goulart,
membro destacado daquele Conselho, 
recentemente falecido.
 
 
 
 
 
 

terça-feira, agosto 06, 2013

sábado, agosto 03, 2013

NOTÍCIAS DE BABILÓNIA XXXVI

 
Existe em Babilónia, um insólito negócio. Leonino... Que, como uma lapa, corrói o casco do barco afundado...
 
Hammurabi, o legislador, nomeia uma alforreca – especialista em swaps – fazendo de conta. Que ergue a almoxarife-mor do reino...
 
Os babilónicos pasmam. Muitos se indignam com a praga...
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E um velho merceeiro de bairro, esmagado por dívidas – “Quem vende faz o preço – quem compra, paga!...”
 
E num apelo angustiado: “Babilónicos, libertem-se deste jogo!...”

quinta-feira, agosto 01, 2013

PALAVRAS OUTRAS - Maria Luis, governadora do Alasca...

 
 
 
in Dário de Notícias de 01.08.13
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Não fora a "inocente" confusão
do temível deputado Galamba (PS) com o discreto deputado Rui Sá (PCP)
 
e... seria perfeito!