quarta-feira, março 30, 2011

RUMOR DA HISTORIA...




Do rosto ao traço a mão inquieta
Rumor de palavra liberta em murmúrio de luz.
Treva magoada. Ainda …

Subtis formas. Desvairadas. Danças multicores
Insinuando-se em corpo vago sob os dedos
Imprecisos no interior do sopro alvoroçado…

Tudo se conjuga embora – linhas e cores!
E o olhar de fera! E as imprevisíveis asas:

 - Anjo da História!  

O poeta tão por dentro é apenas testemunha.
O drama está além - na orla de nada!
Entre o ferventar de mosto e o chamamento de água
Granítico ainda. E inquieto lume …

Talvez nas fissuras da pedra se erga a face dos homens.
E a flor dos lábios. E os braços líquidos. Generosos.
E os punhos. E rio de cores em que me afundo.

E o poema se faça absoluta claridade.
E os tempos Hora!

sábado, março 26, 2011

O DIA SEGUINTE...


Durante a discussão na Assembleia da República do novo pacote de austeridade ecoou no hemiciclo, não me recordo a que propósito ou por quem, o bombástico adjectivo “patético”. De facto, apropriado. Não encontro outro adjectivo – patéticos!

A democracia portuguesa entrou em decisivo declínio, patéticos que são os figurões que a expressam. Não falo da ausência de inspiração ou rasgo – que o plástico em que são formatados não permite! – mas do paroxismo de anémonas em estertor em que a democracia se agita. Patéticos!…

Patético o discurso incendiário do Presidente da República no acto de posse, a mesquinhez de seu ressentimento e a gestão manhosa de seus silêncios políticos. Patético o Primeiro-ministro, seu “maquiavelismo” ronceiro (coitado de Maquiavel!), seu calculismo político, sua enormíssima jactância, sua presunção inflamada de salvador da Pátria – ou ele ou o dilúvio!...

Patética a gula política do líder do PSD, a pressa em ser governo (nunca ninguém lhe terá dito que “gatas apressadas dão à luz gatinhos mortos”?), a enorme “rasquice” de vergar a espinha perante os poderosos e aceitar “lá fora” o que se veemente se condena “cá dentro”…

Patético vê-lo encolher o rabinho e saltar pressuroso do regaço da senhora Merkel, depois de dois azougados piparotes da dama. Patéticas, as juras e promessas que, de Sócrates herdará (se herança houver) a determinação de aplicar, com mais força, a mesmíssima receita e a mesma devoção aos mercados… 

Patéticas as “angústias” do patriarca So ares!... Patético o discurso mole e redondo de Sampaio, ladrando à Lua e reclamando não sei o quê!... (Dizem-me que Eanes também falou, mas como tenho sempre dificuldade em percebê-lo não sei o que disse – mas foi com certeza patético!...).

Patético ver a senhora Merkel, do alto da sua majestade, no Parlamento alemão, vociferar contra uma deliberação soberana (?) do Parlamento português.

Patética a esquerda a votar com a direita! Embora aqui compreenda melhor a “inevitabilidade”, perante o rumor das ruas e em nome das vítimas de uma política injusta.

Claro que Sócrates merece a demissão, que apenas perde por tardia! Mas também o País merece mais e melhor que a remoção de Sócrates para os anais da nossa patética história recente, trasvestida de governo socialista.

Sejamos claros. Naquilo que alguns designam por “post democracia”, teorizada a partir da queda do muro de Berlim, a representação política já não pertence aos cidadãos, embora que estes continuem a votar e eleger democraticamente os parlamentos, fonte de legitimidade dos governos. Formalmente o poder ainda lhes pertence, mas o efectivo poder é exercido por uma nova casta, que representa os “poderes fácticos”, designadamente, poder económico e financeiro.

Para essa nova aristocracia de poder político, é completamente indiferente o senhor Sócrates ou o senhor Passos. Desde que, naturalmente governem conforme os ditames dos sacrossantos mercados, quer dizer – chamemos o nome às coisas! – governem conforme os interesses do capital e seja dada prioridade às soluções politicas de quem de facto manda.

Os interesses dos países e dos cidadãos que formalmente elegem os parlamentos e legitimam os governos, pouco importam nesse jogo poder efectivo, que realmente condiciona e determina as suas vidas.

Neste quadro, a esquerda portuguesa assumiu uma exigente responsabilidade, ao contribuir para derrubar Sócrates do seu pedestal. É tempo agora de agregar em vez de dividir. É tempo de diálogo franco e aberto, de transparência, de capacidade para esquecer o acessório e o secundário.

E estabelecer com clareza os objectivos, as medidas, enfim constituir um programa mínimo de esquerda, realista, capaz de mobilizar aqueles que, sendo potencialmente eleitorado de esquerda, foram engrossando a grande massa abstencionista que caracteriza hoje os actos eleitorais.

Tarefa difícil, sem dúvida, mas tarefa em que é necessário porfiar. E, em nome de uma verdadeira política de esquerda, acabar, finalmente, com patéticas divisões...

Como a sanidade democrática e o País reclamam…  

segunda-feira, março 21, 2011

POEMA PLURAL...



No corpo do poema
Outro poema

Que se escreve
Em caligrafia
De dedos
Sem qualquer morfema…

E se colhe
Em bocas de lume
 - Que a poesia
Também
Se come...

Cativos dias
Dessa fome!..

Que o poeta
Se liberta
E se faz Homem

E rima
Em corpo poema
De Mulher

quinta-feira, março 17, 2011

LÁ ESTAREMOS. FIRMES E DETERMINADOS...

O QUE FAZ CORRER CAVACO SILVA?



Cavaco Silva, cuja coragem física é proverbial (os alunos que, na crise académica de 1969, frequentavam o ISCEF, na velha escola da Rua do Quelhas, sabem disso), encheu o peito de ar e, numa cerimónia a cheirar a ranço, vem como Presidente da República, porventura inflamado da sua proclamada “magistratura activa”, apelar aos jovens “deste tempo” para se empenharem com a mesma determinação com que os militares que, há 50 anos, participaram “na guerra do Ultramar”.

Diz Sua Excelência – cito os jornais – que não existe “causa maior” que os combates ao “serviço da Nação” que é necessário continuar a travar para “promover um futuro mais justo, mais seguro e próspero”.

Diz isso em voz de falsete, em claro propósito de branqueamento da guerra colonial que, no léxico político do Presidente da República, se degrada no léxico fascista de “guerra do Ultramar” e a repressão dos povos das colónias como “serviço da Nação” .  

É evidente que a memória dos homens é curta e que a generosa democracia portuguesa desguarneceu a componente pedagógica; por isso, é bem possível que a juventude a que o Presidente apela, confrontada como está com as dificuldades actuais, pouco se importe com a guerra, que há 50 anos decepou sonhos e provocou milhares de mortos e estropiados, em sucessivas gerações de jovens portugueses.

Fui um dos milhares de jovens que, naquele tempo sombrio, foi obrigado a enfileirar na guerra colonial, interrompendo a frequência de um curso superior e que, nas “bolanhas” da Guiné, durante dois longos anos, sofreu as agruras de uma guerra injusta e injustificável. E, se é certo que dela saí sem um arranhão ou trauma, não me orgulho do que presenciei – dos mortos e dos estropiados, das colheitas destruídas, das tabancas incendiadas, das mulheres violadas, dos velhos fuzilados ou das crianças assassinadas.

Como também fui testemunha de actos de verdadeira cobardia e jogos de empurra para safar a pele, entre a casta superior do exército, que nada honraram o escalão superior das forças armadas portuguesas. Felizmente, que os jovens capitães e o “Movimento das Forças Armadas” nos vieram redimir, às Forças Armadas e à sociedade no seu todo, da injustiça da guerra e do opróbrio do regime fascista.

E esse exemplo, sim, deveria ser apontado à juventude! O exemplo daqueles que, nas mais difíceis condições, arrostando perigos sem conta, se bateram, ao longo de gerações, para que Portugal se libertasse dos grilhões da guerra e da opressão. Cujos anseios os “jovens capitães”, souberam interpretar com a gesta libertadora de 25 Abril de 1974.

Como bem faz notar o poeta da “Praça da Canção”, (Manuel Alegre - DN – 17 de Março), a Constituição da República Portuguesa, que Cavaco Silva jurou, mais uma vez, recentemente, respeitar e fazer respeitar “nasceu da luta contra a ditadura e a guerra colonial” e que afirmar ou sugerir o contrário, será fazer “revisão da História”.  

Na mesma linha de indignação também um prestigiado militar de Abril (Pezarat Correia): “do discurso Presidente fica por grande ambiguidade, que parece extremamente censurável e pouco pedagógica: dá a entender que era uma guerra justa”. E acrescenta que os termos em que elogiou a forma como a guerra foi conduzida “está a louvar a política da guerra” e o regime que a declarou…

Sob o sofisma de um apelo aos “jovens deste tempo”, o Presidente da República fez, com acinte, uma afronta gratuita à geração que foi obrigada a fazer a guerra colonial. E, mais grave ainda, colocou-se fora do regime democrático implantado com o 25 de Abril de 1974.

Neste jogo de sombras, que a crise económica e social (e política como se anuncia) faz tombar sobre a sociedade portuguesa, é caso para nos interrogarmos o que faz correr Cavaco Silva…
            

domingo, março 13, 2011

SOBRE A LUTA DE CLASSES. HOJE...


Dizem-me que a luta de classes está de volta. A actual crise do capitalismo e as revoltas que grassam no mundo árabe parecem ser o pretexto que justifica a proclamação. Entre nós, o fenómeno “Deolinda” e a mobilização da “geração à rasca” acentuam a ideia.

Julgo, no entanto, que na bombástica declaração do regresso à luta de classes e a Marx seu fundamental teórico, existem alguns mal entendidos.

Desde logo, a enfática proclamação – como se moda fora! Como se Marx, apesar de afastado de universidades, mestrados e doutoramentos, deixasse de estar vivo nas relações sociais e muitos, que hoje se indignam, afastados que são do processo produtivo e do lugar social para que foram destinados, não constituíssem, porventura sem o saberem, demonstração (dramática) do corpo de ideias, a que se convencionou designar por marxismo.

Um segundo equivoco que parece persistir: não existe luta de classes pela luta de classes, que se esgote em si mesma. A luta de classes é sempre instrumental ao exercício do poder e à transformação da sociedade. Quer dizer, portanto, a luta de classes visa o poder. A luta pelo poder. A conquista do poder. O que significa que, sem perspectiva política, a luta social, por mais veemente que seja, não passará de mera agitação, destinada ao fracasso…

O poder, portanto, no cerne da luta de classes. Poder, porém, que extravasa a concepção clássica do poder de Estado e se dissemina no interior da sociedade em micro poderes, tanto ou mais determinantes que os poderes de soberania.

Daqui decorre, em minha perspectiva, um terceiro equívoco. Tanto quanto me é dado compreender, a tese da luta de classe forjou-se no contexto da afirmação do conceito de soberania e da construção do Estado liberal (burguês) do século XIX e, e nessa justa medida, será tributária das próprias concepções em que se desenvolveu, embora em contestação radical (de raiz) ao poder emergente. 

Mas hoje em dia é possível perceber o poder na sua materialidade concreta e não apenas como idealização de poder soberano dos Estados – o poder é essencialmente aquilo que reprime, seja a natureza, os indivíduos, os instintos, ou uma classe social, quer no processo produtivo, quer nas instituições do Estado, quer nos mecanismos de poder político e social.

Nesta perspectiva, mais que sujeitos (na dupla acepção do termo) da vontade soberana da Lei, os indivíduos serão o “corpo de atitudes, comportamentos, falas e desejos”, que materialmente os define, em função do respectivo lugar na “circulação do poder”.

Os homens são livres e iguais, mas alguns são mais livres e iguais que outros, em função do poder social, económico e político que detêm, como bem sabemos…

Em suma, o poder como “uma nova mecânica de poder”, que extravasa os poderes de soberania e se exerce pelos dispositivos sociais de coerção sobre os indivíduos, no seu quotidiano e percurso de vida.

Por isso, talvez se justifique levantar o manto da história e destapar o modelo da guerra, que a construção do Estado liberal e a idealização dos poderes de soberania ilidiram, domesticando a violência e dissolvendo-a no interior das instituições.

De facto, mais que a clássica afirmação de que a “guerra é a política por outros meios”, haverá que inverter a afirmação e considerar, que, pelo contrário, a “política é que é guerra por outros meios”.

A guerra, portanto, como modelo da luta de classes. Na definição de objectivos, na mobilização de vontades, na resistência ou na ofensiva. Nas micro-vitórias contra os poderes estabelecidos e na ousadia dos grandes combates.

Certamente que, na situação histórica presente, sem o fulgor épico de novas Bastilhas ou Palácios de Inverno. Mas na persistência do combate, mais modesto, por uma vida mais digna…




   


      



  

sexta-feira, março 11, 2011

quarta-feira, março 09, 2011

SOL DE ESTIO...



Sol de estio
Urdindo os dias
Em filigrana dos sentidos...

(E esta ausência
Interior de mim
Escorrendo
Fio a fio...)

Vida?
A urgência dos corpos
E as sôfregas bocas...

Ou o gelado
Na mão das crianças
Tão intenso que se esgota
No momento...

Ou os feminis seios
Desatando-se
Como impossíveis rosas
Em meus dedos...

(Vida agora em fingimento)

Sou talvez
Aquele velho cabeceando
Ou a impaciência
Do moscardo
Ou o grito da gaivota
Lá ao fundo...

Ou talvez apenas
A bebedeira de meus olhos
E o infinito-nada
Deste azul tão claro...

Tão vibrante que arde
E de tão frágil
Se faz mundo...

Verão - 2005





segunda-feira, março 07, 2011

terça-feira, março 01, 2011

Um saborosíssimo pitéu (literário)...


Há petiscos que não devem ser servidos a frio. O palato tem exigências, que os hábitos alimentares impõem, de forma que um sabor mais intenso, um tempero mais exótico, pode provocar espasmos de contrariedade ou até, em bocas mais delicadas e caprichosas, mal disfarçados enjoos... Claro que muito depende da dose. E, sobretudo, da sabedoria da mão de quem os serve...

Tenho para mim, que arte da escrita tem muito da arte da culinária. Aliás, como bem notam os especialistas, a cozinha, como a literatura, é uma linguagem, no seu jogo de significantes e significados...

Isto para vos dizer que o texto que se segue, extraído da colectânea “Conos”, do escritor galego Juan Manuel Prada – Edições Fenda – é, para meu gosto, um saborosíssimo pitéu literário, que não resisto em oferecer-vos... Certamente que as papilas gustativas mais generosas saberão encontrar no seu molho carregado, a textura certa do bom gosto e, no picante festivo, a alegria, que tudo subverte...

E ficarão, então, sabendo que o sexo de uma Mulher “fala” na forma como se oferece, para além do olhar que ela própria possa lançar sobre a sua intimidade...

Quem, porventura, não aguente “comidinha” mais temperada, peço-lhes: não leiam o que se segue! Ou, pelo menos, leiam, mas com a mão sobre a cara, espreitando entre os dedos, sob pena de poderem “morrer de vergonha”...
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A vagina da coronela…

“O coronel do meu regimento mora no quartel com a esposa, uma mulher madura, dessa madurez anterior à menopausa, tão propensa a aventuras extraconjugais e ao namorico com os furriéis. È assim que lhe chamamos, coronela, num misto de veneração e saudável zombaria. A coronela gosta de se passear pelo pátio de armas e dar gritos aos recrutas, para que saibam bem quem manda lá em casa.

Com a conivência dos sargentos, dá voz de sentido às companhias e passa-lhes revista escolhendo o soldado mais apresentável. O marido finge estar à margem, mas o par de cornos já bate nos umbrais das portas, vendo-se ele obrigado a baixar-se para poder passar.

A coronela exibe sempre decotes pronunciadíssimos, mostrando uma carne temperada pelo vício que os recrutas gostam de mordiscar, por ter melhor sabor e mais nutritiva do que a carne das noivas que deixaram na aldeia, noivas rasteiras e abrutalhadas sem comparação com a coronela.

Ser eleito pela coronela para abrir a braguilha significa para o prestígio dum soldado, muito mais que um informe de boa conduta; ser eleito para uma relação adúltera com hipótese de ser duradoira, muito mais que uma promoção. Eu, que sou corneteiro do regimento incluo-me nesta categoria de felizardos.

Quando o coronel se ausenta, ou vai para manobras, a coronela manda-me ir lá a casa, para lhe tocar um pouco de corneta.  A coronela, mulher exigente e maliciosa, pede-me sinfonias de Beethoven (como se a corneta fosse instrumento sinfónico) sabendo bem que o meu repertório não passa de toques militares, alvoradas, faxinas, etc. A coronela recebe-me toda nua, bamboleando o cú indecente e deliciosamente assimétrico (...)

A coronela tem vocação dominadora, ademanes de déspota e temperamento brusco. Tem, além disso, um pouco de celulite nas ancas e patas de galinha nas comissuras das pálpebras, mas é precisamente nessas pequenas máculas que residem seus atractivos.

Quando fico ao alcance dela ordena; - “Pega nas medalhas do meu marido. Estão na primeira gaveta dessa mesinha.” - As medalhas e condecorações, galões e cruzes de mérito militar do marido constituem uma quinquilharia garrida, excessiva em qualquer peito, por mais amplo que seja, (o coronel só usa umas poucas), mas não para o sexo da coronela, uma vagina que sai do mapa.

A coronela gosta de colocar as medalhas do marido no sexo e passear-se pela casa, como se transportasse um chocalho entre as coxas. A mim compete-me ir pendurando as medalhas e condecorações e galões e cruzes de mérito militar do marido na pentelheira da coronela, tomando as devidas cautelas para não lhe picar um dos lábios com algum dos alfinetes.

A coronela assim condecorada reluz como candeeiro enfeitado em noite de natal, enchendo de músicas metálicas a corpulência da vagina.

A coronela levanta-se da cama com toda aquela sucata pendurada e obriga-me a persegui-la pelas divisões da casa (…), que vai deixando pelos corredores um entrechocar de medalhas soando a moedas falsas, bem como um rasto de indómita luxúria.

Quando finalmente a apanho, a coronela ordena-me que a possua ali mesmo, no chão de ladrilho e eu obedeço, sem demora... Às vezes, com a pressa, pico-me numa roseta com que o coronel foi agraciado, na guerra de África. E então esguicha-me uma gota de sangue seminal que, sobre as medalhas, na vagina da coronela logo alastra qual mancha de ferrugem…”.
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Deve ser enorme a frustração da coronela por não ter chegado a “almiranta”, agora que temos submarinos! Que belo uso não daria ela aos “brinquedos caros” da nossa Marinha!…

Bem mais épicos seriam, certamente, que as condecorações do marido. Ou o toque do corneteiro e o regimento em sentido, não vos parece?!...