quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Perfume de alfazema...

Arde no ar perfume antigo de alfazema
E o fio dos dias suspendo agora. Apenas
A festiva azáfama. E o corredor do tempo.
E as maçãs emolduradas. Gostosas uvas
Bago a bago. E o riso nas bocas pregoeiras ...

Outonais os dias agora embalsamados
Nas colchas domingueiras sobre a cama.
E a linha do corpo debruada por meus dedos
Vazios desta ausência. E os seios. Tão tenros
Que ainda queimam. Açucenas sobre o feno...

A saia agora é vórtice. Esplendor na relva
Voando que corpo se inflama ainda.
O mar é o joelho. E absoluto o barco
Singrando em meus olhos façanhas pioneiras.
Cavaleiro imaculado na chama dessa aurora ...

Chama e flor. Pois que em ti declino o lume
Dos dias e o tempo de outras margens.
Mosto antigo me consome. Ou miragem
Sobre mim descendo. Que a montanha agora
Se aplana. E o vinho bálsamo em cada trago.

sábado, fevereiro 21, 2009

VIVÓ O CARNAVAL!!!...

O professor da mula ruça
Decidiu mostrar a dentuça
Que como mestre de direito
Andava contrafeito
Do poder não lhe ir à mão...

E afoita-se então e lampeiro:


“Eu sou um gajo porreiro
Vamos lá na procissão!...
E se Paris vale uma missa
Sou de família benquista
Porque não eu, porque não?!...”

“Quem se lembra hoje em dia
Do bolor da sacristia?!...
Ora essa cum ca(e)tano:
Isso foi em tempos outros
Todos nós somos rebentos
Filhos uns, outros não tanto
Da alegre revolução!...”

“E meu gosto pelo teatro
Me dá o desembaraço
De bastidores e de cenários!...”

"Socrático sou eu que baste
Jesuíta mais ainda
Que não dou inda por finda
Esta peça que encenei
Em apoteose final
Neste pobre Portugal
Quem tem um olho é Rei...”

“E se p´ra provedor eu não sirvo
E a presidência voou
Depressa me dispo e sigo
Que sempre algo persigo
E o parlamento europeu
Vem caindo ora do céu
Para gosto e prazer meu"


O País então cai de queixos
E em toada geral:


-“ Quem não for, fica p´ra traz
Já não há seitas do mal
Hoje é tudo bom rapaz!
E no dia aprazado
Desfraldaremos bandeiras
Esquecendo velhas canseiras
- que Deus seja louvado!...”


... e p´ra frente, Portugal!
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Divirtam-se, que tristezas não pagam dívidas!...
Até breve...

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

O Euro – Fim do Mito?...

O Tratado de Maastricht, ignorando (...) questões essenciais, criou uma política monetária única gerida pelo Banco Central Europeu,(BCE) retirando, a cada um dos países, dois dos seus três instrumentos de gestão económica: uma política monetária nacional independente e a flexibilidade do preço da sua divisa.

O terceiro instrumento, a política orçamental, que continua a ser uma competência nacional, vê-se, quanto a ele, constrangido pelo Pacto de Estabilidade, que fixa o défice máximo de cada país-membro em 3 por cento do seu PNB. Além disso, a dívida nacional está limitada, em princípio, a 60 por cento do Produto Nacional Bruto (PNB), com assinaláveis distorções na prática, como acontece em Itália e na Grécia onde atinge já, respectivamente, 104 e 95 por cento do PNB.

Devido a estas diferenças entre os Estados-membros, a autonomia das suas políticas económicas torna-se uma questão grave, designadamente, se num deles ocorrer um choque particular que não afecte o resto da zona euro"(...)

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"Numa altura em que o mundo está a mergulhar numa crise profunda, conter o grande aumento da taxa de desemprego, que poderá rapidamente ultrapassar o limiar dos 10 ou 12 por cento, vai tornar-se o objectivo primordial. É o que já está a acontecer em Espanha, onde o desemprego, nos últimos seis meses, subiu bruscamente para 13 por cento.

Combater o desemprego irá inevitavelmente passar por défices fiscais maciços, que irão abrir brechas no “Pacto de Estabilidade” difíceis de colmatar e porão em causa a estabilidade da moeda única; os planos de relançamento fazem subir os máximos do défice para 3 por cento e da dívida para 60 por cento do PNB, o que irá pôr em causa a independência do BCE.

Mas para algumas economias já grandemente fragilizadas pelas divergências inflacionistas, isso não será suficiente; em tais contextos, será muito tentador seguir o exemplo da recente desvalorização brutal da libra esterlina.

Nesse caso, a Espanha, a Grécia, a Itália e Portugal (cujas taxas de desemprego ultrapassaram com frequência os 10 por cento nos últimos dez anos) não poderão aceitar continuar a ser eternamente “sub competitivos” devido à sobrevalorização do “seu euro”.

Por mais “traumatizante” que seja a perspectiva de restaurar a moeda nacional, alguns países poderão decidir abandonar o euro para restabelecerem a sua competitividade económica. No fundo, este cenário é apenas um regresso às grandes crises cambiais dos tempos passados, de Bretton-Woods entre 1944 e 1971 e do sistema monetário europeu (SME) entre 1979 e 1994.

É pouco provável a curto prazo - quanto mais não seja porque o financiamento da dívida nacional, estabelecida em euros, se tornaria muito oneroso numa divisa novamente restaurada e desvalorizada para o país que acabasse de sair da zona euro.

No entanto, qualquer deterioração do já frágil clima social (como mostrou a recente violência das manifestações populares na Grécia, exacerbada por uma aceleração brutal do desemprego, poderá, em alguns países, vir a aumentar a tentação dessa solução extrema.”


Laurent Jacque – professor na Fletcher School, Tufts University (Estados Unidos)-in "Le Monde Diplomatique" - Ed. Portuguesa - Fevereiro 2009

sábado, fevereiro 14, 2009

Fio de água...

Talvez este horizonte o breve fio de água
Despenhando-se na memória. Como esta fraga.
Ave planando sobre a presa e o repentino som
Da pedra. Granito ardendo no íntimo silêncio.
Como pomos de fogo calcinados de azul...

Debruço-me. Talvez a água agora seja apenas
As mãos no gesto de bebê-la. E a ave esta rapina.
Nem voo, nem pássaro voraz. Ausência ainda.
Pura. Gavião e pomba desenhados no corpo
Do desejo. E meus olhos bêbedos de lonjura.

O vento que agora afasta a cinza é o mesmo
Embora. E a litania é eco no coro deslizante
De meus passos. Não a vereda palmilhada.
Nem as vestes. Ou o sangue seco nos espinhos.
Apenas rumor de fogo na palavra celebrada.

Descalço e de bordão como antigos monges
Colho a folha do carvalho. E enfeito os dias.
Porta a porta caminheiro. E no portal de mim
Me acolho exausto. E mordo e rasgo. E clamo
Casa em que me guardo. Terra quanta vejo ...

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O Robin dos Bosques e os coelhinhos...

Magnânimo, o Secretário Geral do PS, Eng.º José Sócrates, percorre o País, distribuindo rosas, que é como quem diz, anunciando, em campanha interna no seu partido, que se propõe como Primeiro Ministro, qual Robin dos Bosques, tirar aos ricos para dar aos pobres, aliviando, de uma penada radical, o peso da carga fiscal sobre a chamada “classe média” em almejado propósito de melhor distribuição da riqueza produzida, no quadro do imposto de rendimento das pessoas singulares (IRS).

Escolheu bem o palco, o emérito Secretário-geral. De facto, o País há muito deixou de acreditar nas suas promessas, tantas são aquelas por cumprir. E, assim, se a intenção, ora proclamada, pode causar algum frémito ou tremor de alma em hossanas festivos, será apenas na devoção fidelíssima de algum militante que, em tempo de congresso, faz suas contas pessoais no deve e haver partidário, pois que, em termos gerais, o restante País recebeu a intenção com uma gargalhada. Merecidíssima, aliás!...

Alguém poderá levar a sério esta pulsão igualitária do Eng.º Sócrates depois de anos consecutivos de governação a acentuar as desigualdades económicas e sociais? A havê-la, teremos então que dizer que é uma pulsão um tanto ou quanto serôdia, pois na realidade, ainda recentemente, com a revisão orçamental, teve excelente oportunidade de fazer aprovar no Parlamento essa medida de justiça fiscal. Fizeste-o tu, leitor?!... Ora, ora...

Mas vem agora, passados escassos dias, o Eng.º Sócrates a apelidar tal medida de justiça fiscal como verdadeiramente “nuclear”. Vivemos, assim, em glória no império do verbo, que a consequência, no domínio dos factos, deixou há muito de contar para este governo.

É certo que o Primeiro-ministro, mantendo o principio de tirar aos ricos para dar aos pobres, se apressou, a esclarecer no Parlamento, que se trata de uma proposta partidária, a ser debatida no seu partido e na sociedade, tendo em vista acertar os pormenores técnicos e a fazer as devidas contas. Pois é bom que as faça, porquanto há quem já as tenha feito (Editorial do “Público” de 10.02.09.) e o que resulta apenas faz aumentar a perplexidade pela eloquência vazia do propósito.

Assim, se a medida for referida aos rendimentos do ano corrente, apenas em 2010 poderá ser aplicada, o que significa que apenas em 2011 terá incidência no rendimento das famílias. Convenhamos que, como medida nuclear de combate à crise, como a realidade exige, tem o seu quê que se diga...

Mas não será tudo. Fazendo fé na fonte citada, verifica-se que apenas um por cento dos agregados familiares declaram, em sede de IRS, rendimentos brutos superiores a cem mil euros, (escalão considerados dos mais ricos) e o montante do imposto pago por este escalão significa apenas 0,2 ou 0,3 por cento do que o Estado arrecada com este imposto.

E, se por mero exercício mental, esse montante retirado aos “ricos” fosse distribuído pelos “pobres”, isto é, aos agregados familiares que ficam imediatamente abaixo do plafond dos cem mil euros até aqueles que têm apenas um rendimento bruto mensal da ordem de mil euros, verificaríamos então que seria devolvido a cada família a “opulenta” quantia de 4,5 a 5 euros por mês...

Uma fortuna, convenhamos. Para Robin dos Bosques não está nada mal, não vos parece?!...

Esperemos (esperançados) que o conclave socialista avalize semelhante política de retribuição da riqueza, “modernaços” que são no seu socialismo. E que, se a língua lhe chegar a tanto, algum militante menos timorato, regresse à sua matriz socialista e, com o rosto coberto de vergonha, proclame que a “montanha pariu um rato”...
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Entretanto, como os bons espíritos se encontram, é provável que o Eng.º Sócrates, na pele de Robin dos Bosques, em suas andanças pela floresta de Sherwood, tropece, por lá, com o casal de coelhos do senhor Francisco Louça, em afadigado “truca-truca”, no processo de auto reprodução espontânea. E esse seja o “quid”, o rasgo, a revelação inspirada para a questão do nosso deficit de investimento e do nosso desenvolvimento...

Nada de esmorecer, portanto: a Pátria está em boas mãos, como se constata!...

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Lisboa a Voz e o Silêncio

Aldina Duarte - 42 anos. Fadista. Mulher...

Revê-se em algum dos partidos políticos portugueses?

“Não, mas ainda me revejo na Esquerda portuguesa. E acho louvável a resistência do PCP”.

Não é um partido demasiado preso aos dogmas do passado?

“Porquê?”

Tendo em conta aquilo que o mundo nos mostrou ...

“... Está lindo o mundo [risos]. O capitalismo está em grande [risos]”.

As experiências comunistas também não correram propriamente bem...

“Aquele comunismo não era comunismo. Foram ditaduras que estiveram muito distantes da doutrina marxista. O problema é que todos acham que não há alternativas ao capitalismo, quando o capitalismo está falido".

Nenhum modelo proporcionou tanto desenvolvimento como o modelo capitalista...

“Até ao fim da Idade Média nenhum outro modelo tinha prevalecido e não foi por isso que se deixou de procurar alternativas. Essa inquietação tem que se manter. Apesar de ainda não sabermos a solução não podemos deixar de nos inquietar e de procurar algo que sirva melhor a todos. A igualdade ainda é algo que está por concretizar”.

Não vivemos melhor hoje do que vivíamos há 150 anos?

“Nós sim, mas “nós” não somos um país. Somos o mundo. Em África estão todos a morrer de fome na mesma. No Médio Oriente continuamos em guerra...”

A eleição de Obama trouxe-lhe mais esperança no futuro?

“Trouxe-me mais esperança no presente, no futuro não. E satisfaz-me pensar no que era a segregação racial e no salto que houve. São estas coisas que alimentam a minha convicção política, porque estas mudanças foram sempre preconizadas pela Esquerda. Se não fosse a Esquerda uns continuavam a nascer para banquetes e outros para trabalhar a terra. Sou pela igualdade e a Direita nunca travou estas lutas”.

Nenhum político da Direita portuguesa defende a desigualdade de oportunidades...

“Por amor de Deus! Basta ver como vivem. Acredito num Estado - hoje isso não acontece - que garanta que todos tenham igualdade no acesso aos bens mais essenciais, como a Saúde e a Educação. Não gosto de um mundo injusto. Não gosto de um mundo onde uns têm melhor saúde, melhor educação e melhor alimentação do que outros. A mim não me incomoda nada que uma senhora que tenha cinco filhos ganhe mais dinheiro a limpar o chão do que eu como fadista que não tenho filhos. Acredito nesse mundo...”

Insisto: os políticos de Direita também lhe dirão que todos devem ter igualdade no acesso à Educação e à Saúde.

“Nunca ouvi. Diga-me quem é o político de Direita que defende essa igualdade. Gostava de falar com essa pessoa”.

E já ouviu o contrário? Já ouviu políticos da Direita portuguesa defenderem a desigualdade no acesso à Educação e à Saúde?

“Também ninguém diz que é pela guerra, mas depois apoiam medidas que levam à guerra. O problema é que a Di­reita não defende as pessoas que não têm acesso à Saúde e apoia medidas desfavoráveis a essas pessoas”...

O PCP é o partido em que mais se revê?

"Não me revejo em nenhum partido, porque todos estão a tentar encontrar uma solução dentro do capitalismo e o problema está no capitalismo. Mas sim, é importante que exista um PCP e um Blo­co de Esquerda com voz suficiente para lembrar que há pessoas a passar fome."

O actual Governo é de Direita?

"Para mim é..."

Que resultado seria melhor nas legislativas?

"Não haver maioria absoluta do PS e haver uma maioria de Esquerda..."

Isso não traria instabilidade governativa?

"Maior instabilidade do que esta? O que é preciso neste momento é exactamente discutir e debater..."

Sente que falta discussão de ideias na política portuguesa?

"Sinto. E isso contaminou os meios de comunicação e enfraqueceu a população. As pessoas sentem-se perdidas, lesadas e não têm capacidade de compreender o que se está a passar"

Está pessimista?

“Não estou, porque, por natureza, não consigo ser pessimista. Mas estou preocupada, claro que sim. É preciso começar a fazer coisas. A malta tem que levantar o rabo da cama. Principalmente a malta mais nova. Os mais velhos cresceram na fome, no analfabetismo, já fizeram a revolução e estão cansados; mas os miúdos com 20 anos têm que lutar, fazer reivindicações e não ser carreiristas. É preciso arriscar e fazer pequenas coisas no dia-a-dia. Eu por exemplo, como não tenho filhos, tenho responsabilidade de arriscar”.

Isso traduz-se em quê no seu caso?

Não deixar de chamar a atenção para injustiças sociais com medo de vender menos discos, por exemplo. E traduz-se também em coisas mais simples (...)”.

Tenta intervir através do fado ou o fado é apolítico?

“Nada é apolítico e muito menos eu. Preocupo-me com as questões humanas e, quando canto, essas preocupações estão lá...”

O que canta pode ser de intervenção?

“Não posso ser pretensiosa a esse ponto. A arte ajuda as pessoas a tornar-se mais pensantes e mais sensíveis, mas não salva o mundo”.
(...)

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Aldina Duarte – in “Entrevistas Imprevistas” – Semanário “Sol” de 07.02.09

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Incautos olhos...

Que sequem as fontes e os lábios gretem
No desespero de todas as sedes!...

E os deuses se enfureçam
E os homens desesperem
E os desertos extravasem e as palmeiras
Se incendeiem e círios de luz negra
Sejam!..

(Incautos olhos!...)

Somos dias sem memória. Perdidos.
Auroras de cinza que o vento sopra
Na corrente sem nexo nem barco.

Vamos por que vamos
Fragmentos em transição.
Margens de lodo e logro na agitação espasmódica
De nada...

Vamos por que vamos - insisto!...
Sem outra luz ou sombra. Apenas a morfina dos sentidos
E olhos embaciados...

Por isso o grito:
Que as trombetas soem e todas as muralhas
Se derrubem. E as cidades se despenhem...


E de punho ao alto me digo

Quem na sêde dos dias ousa as fronteiras
Que inquietos agarramos?...

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Uma arreliadora avaria informática (que parece ultrapassada) tem-me impedido de frequentar os vossos blogs. Espero recuperar em breve o "tempo perdido"...

domingo, fevereiro 01, 2009




Foi publicado o número 1706 da Revista “SEARA NOVA”. Ao longo das 24 páginas merece especial destaque a crise financeira e económica, que assola o país e todo o Mundo. Sobre este tema, escrevem eminentes intelectuais de diversas áreas de pensamento económico e social, que dão uma visão ampla e aprofundada das causas e consequências da crise que vivemos.

Assim, o professor António Avelãs Nunes escreve sobre “As crises económicas e o Estado capitalista”, o professor João Ferreira do Amaral subscreve um artigo sobre “A falência do neoliberalismo”, a professora Manuela Silva assina o tema “Desigualdades crescentes em tempo de crise financeira – um desafio para a ciência económica” e o professor António Simões Lopes analisa a crise na sua vertente moral e ética no artigo “Irresponsabilidade”.

Por sua vez, o economista Octávio Teixeira assina o artigo “De crise em crise...” e o doutor Sérgio Ribeiro o artigo “As crises na crise e as ilusões no intervalo – notas breves (mas não ligeiras)”, enquanto que o jurista Vítor Ramalho escreve sobre o tema “A crise financeira e económica – que soluções!”.

O politólogo André Freire reflecte sobre “A crise do capitalismo neoliberal: diagnóstico e alternativas” e o doutorado em Sociologia Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, sobre “Caracterizar a crise e exigir as necessárias rupturas e reformas”

Os temas internacionais dão relevo a dois factos importantes: a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos da América e o 50.º aniversário da Revolução cubana. O primeiro assunto é tratado por Larry Holmes, dirigente do Partido dos Trabalhadores dos EUA, em artigo intitulado “Barack Obama, primeiro presidente negro – oportunidade para aumentar a luta” e o aniversário da Revolução cubana é assinalado com uma entrevista ao embaixador de Cuba em Portugal, Jorge Castro Benítez e um artigo de Armanda Carvalho da Fonseca, presidente da Associação de Amizade Portugal-Cuba.

“Os direitos humanos e a propriedade fundiária no Brasil” são o tema tratado pelo jurista António Bica, que fundamentadamente ajuda a compreender, entre outros aspectos, a luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no Brasil.

O Orçamento de Estado para 2009 é analisado pelo economista Gilberto Lindim Ramos e o jurista Manuel Veiga assina um artigo sobre alguns aspectos da “Ideologia do Consumo”.

Este número da revista “SEARA NOVA” completa-se com a habitual rubrica sobre Cinema com a crítica a dois filmes: “Destruir Depois de Ler” e “Gomorra”, as notas de leitura - os “Factos e Documentos” – uma síntese de opiniões veiculadas pela comunicação social e a ainda o “Momento de Poesia”, com dois poemas.

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